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13.2.07


Apenas um ponto e vírgula.
No azul algo que bate forte
em cinzento de rocha.
Ser capaz é incenso
uma mistura de poder e lágrimas.
Algo linear que sarcásticamente
envolve o doce arredor.
Azul e castanho as cores
azul a cor que domina
mas não conquista;
essa capacidade da impossibilidade
do amor.
Castanho sobreviverá imerso numa
perspectiva com pontos azuis.

O dia nasce na proporção da noite
da fúria e do prazer
de não controlar ser controlado
redondo apenas interiorizo
a tua força.

Gigantes ondas transversando
as paisagens...

sincopado
image
Anne K
Hagesaether

17.1.07

sim, estou casado contigo
és o meu céu e eu teu filho
embalo-me em ti e tu feiticeira envolves-me
"haja o que ouver espero por ti"

lugar sagrado, lugar mágico
image Anna Coulter

6.1.07

De partida e sem acentos
boneca de trapos em maos de bom tocador
lidos os classicos caminhadas as duas linhas
encontrados paralelos em teus dois olhos
paredes altas de tijolo vermelho no meio a fonte
a barca a luz da lua definhando calma
os cigarros falando de quentes territorios
lento afastando
ainda a despedida espera

e cruzei entao os bracos e tu beijaste o ar
trocado o sonho tocada a ideia
no ar ainda a sombra de teu gesto certo
na ida ao encontro do adeus
um livro com paginas mais escritas
entrelinhas como os nossos olhares cruzados
e pergunto-me porque te amo...

notas "on going project"
do discurso amoroso:
desamando

5.1.07

Imaginar que do vazio a paz brota
revolvendo dois caminhos
imaginar que no outro mundo
a realidade funciona como casa de bonecas
"quando me visitas?"
magneto, armadilha irrecusável
entrega a uma nuvem que obstinada passa sem paragem ou desvio
imaginar tudo isto e ainda assim
largar amarras num jogo perigoso de esconde e descobre
imaginar uma boneca intelectualmente avançada
teimosa como o universo e entregue ao jogo do interesse outro
saber que a armadilha se desvenda a cada contacto
clara e deliciosamente apelativa
saber que por fim a magia se constrói desta forma extraordinária
alimentando de forma sólida a minha estória.

notas "on going project"
do discurso amoroso:
o amor participativo sem qualquer preocupação em seduzir

29.12.06

Calor constante sem desidratar a alma
parte restante da avaliação quantitativa
sem mas
plano global da nossa realidade
vazio
por ora.


do silêncio

sem imagem adivinho lá
a mensagem perdida nos corredores demorados
enquanto o calor emancipa outras ideias;
saio derrotado outra vez capitalizando novos rumos
um caminho em direcção a uma profundidade
genuínamente simples;
encerro o capitulo da contemplação e inicio rápido
a fascinação dos rápidos.
Ganha-se o acesso ao pleno ser em solitude
as mãos dadas
os lábios colados no fluír dos dias;
mesmo que te confesse o meu amor
a paixão apenas sobrevive nesse momento interior
junto à surrealidade da viagem.


a luz perde intenso o teu brilho

22.12.06

estranho sincopado ritmo
em maresia
faltam os olhos o sol não brilha
ultrapassagem
matinal refúgio em caminhar para fora
o jornal resiste num tempo ido
não resisto
olho a janela fora o céu incendeia a paisagem
verde ainda castanho tanto
preenches o espaço e eu acho-me estranho
no caminho encontro um querubim
caju e mais
miro-te em distância e observo-te como árvore milagrosa
as palavras alinhadas no discurso quotidiano dos pequenos nadas
do meu esconderijo apenas venho para sentir-me em ti
a brisa como vida tu como brisa e tanto

amanhã vou cantar para ti

19.12.06

Felicidade,
um cão chorando enorme
um pensamento antes de mirar
os olhos nos olhos
felicidade,
a viagem ao burgo em ruínas
os outros países quase à mão
estarmos apenas
felicidade,
simplificação dos nossos recursos
a catedral escura
a psicogeografia
no espaço adquirido.
Felicidade
a união de discursos tão diversos
numa planura comum.
Felicidade,
a constatação
do nosso comum apego à vida...

ainda ontem, como hoje

17.12.06

envio sinais
encriptadas mensagens que apenas a proximidade dos discursos entendem
recebo mensagens que apenas entendo estando proximo
flexibilidade e expansão
fisivel realidade
aprendo que o voo me distende as asas
me coloca no centro do discurso intimo
monologo apenas para quem se excusa no patamar
a porta encontra-se aberta
o espaço direcciona-se ao prazer de ser

14.12.06

Acordo e vejo a paisagem inundada
do teu sorriso; não és an easy going pessoa
enganas os conceitos e preconceitos
escondes-te nesta montanha próximo
do nosso esconderijo;
Acordo e vejo-te inundada pela paisagem iluminada
observo-te com minúcia
toco-te ao de leve os seios que gosto de tocar
na confluência dos prazeres;
dizes-me que embora sonho a realidade existe,
e falas-me com paixao das paisagens de arroz de lá
o oriente exuda planuras de ti, penso
e o que pensamos une-nos.

Oriental desejo

13.12.06



Outono, lembra de ti
siempre
e de ti
sempre
uma voz outra voz
a minha toda voz!

12.12.06

Because today is Tuesday
and
your Christmas honey cookies
are the ones
that transfer some kind of warm...
because
the distance is not measured in mountains
or in Khmers...
i smile
your expression tunneling
this direction!


***

The street was empty when with a gloomy laughter
I stopped the progression of transience and mortar,
a different picture of love seeping from it.
Sleigh bells of vanity and the unarmed symmetry
were fading like new fragrances and biblical nostalgia.

At the same place I met the warmth
of her long fingers, among them,
lurking shyly, the ancient danger of arson
and that mathematically clear feeling
of similarity everyone finds so very dear.

Millions of trampled steps
on the damp and muddy sidewalk
bear witness to the only genuine past, inscribed
in the dull rock of the street, then a stereotype
shaped by every whiteness of my incidental sentence.
THE ETYMOLOGY OF NEARNESS

yves sent me a message: a girl from italy watches me under water for the third day, and i watch her. we are there, naked and alone. above we do not know each other. i replied, using our slang transcription: bi kul! stej vel! after that, his next message said he had dived again, “for it's quiet and uniquely nice down there.” i understood his cry of suffering at another, distant shore. next i dived into marguerite yourcenar's oriental stories, went to china, kotor, dubrovnik, came up again, melancholically, though now that's way out of fashion. i saw several italian, four czech, and seven pudgy hungarian girls. i saw a sunshade restless like someone’s body. i saw a pair of blue, anxious, deep-set eyes. i wanted to suppress my passion for diving, but couldn't look away, or put on my sunglasses, not at all: unable to move, i was sinking, steadily and silently, in the sand.
Holding-breath diving
Branko Čegec

29.10.06

Se a vida fosse um continuo passar as horas
terias passado rente e quente, mas apenas...
mesmo que exista tanta ambiguidade
em toda a tua sagesa
sei que apenas dormes por tempo que determinas...
amazona, sensual e perversa.
Life, my own life, is connected
to you
a collection of music coming from your piano
the painful impossibility
to walk through your landscape
you all, immense perverse warm
setting the new time
your absolute time!
...i'm discovering new avenues, in you, my friend!

13.10.06

Ao redor
decidido a ser irradiado por ti
em redor
rendido
à tua desarmante figura
visito-te em teu pais magnifico
uma duas tres as vezes necessarias
para descobrir o teu mistério.

12.10.06

Ali conservo
aspirações
aqui mantenho a modorra
ali o teu sorriso que revisitarei
soon
na tua torre e na tua glória...
vibras constante
e essas mãõs agarrando as minhas
virtualmente
seguramente.

25.7.06

Retirado de um blog que gosto ainda

Estando Ausente...
Não sei dizer o que ausência significa.
Sei que pode ser morte
que pode ser esperança
viagem constante onde apenas se alcança
o lugar vazio da pessoa
ou a pessoa
mas isenta do seu ser.

Paz Fontela


Considero sair de vez,
tenho sentido as ondas deste mar
nas minhas pernas
e em paixao impossivel
a vida tarda a chegar
a vida tarda a chegar
mas vai chegando
reavivando a intensidade com que te desejo!

27.6.06

Afastamento necessario em M
next round coming soon
novo sentido
novo dia,
o vento que sopra na face agora seca
reanima um olhar
aos detalhes esquecidos,
a vida e os seus pequenos nadas
que nos pertencem
absolutamente.

26.6.06

Dura
e bela
grenadina;
demasiadas perguntas para curto tempo
activar
motivar
enviar o riso em poemas
poemar
criar a proxima paragem,
sabendo do movimento constante das ondas
as minhas

18.6.06

Adormecer em cristal de dor
um redondo e estranho torpor
distante tão longínquo e tantas vezes incomensurávelmente triste,
voila
a morte anunciada
a morte recusada
porque a recusa é vida

deparamos de repente com um passar mais que tumultuoso dos dias
os dias em rapidez enorme
vagalhões que escarificam a vida
que se olvida
que se encolhe em modorra e tristeza
como reagir
como sorrir
sem ti?

3.6.06

Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de 7 chaves,
Dentro do coração,
assim falava a canção que na América ouvi,
mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir,
mas quem ficou, no pensamento voou,
com seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou,
com a lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito,
mesmo que o tempo e a distância, digam não,
mesmo esquecendo a canção.
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Pois, seja o que vier,
venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.

Milton Nascimento - Canção Da América

31.5.06

do outro lado
caminhando em simples riot
ela a medusa mestra da musica e dança
espalha a dor e sofrimento
por entre os actores,
em riso

e onde a outra
a minha preferida?!...

A